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Interação e engajamento: o início de tudo em mídias sociais

Você tem algum amigo que fala sem parar, mas quando você vai dizer alguma coisa, ele finge que nem é com ele, ou fica falando de tudo que tem, achando que é muito legal fazer isso?

Eu não tenho amigos assim e procuro não ser assim. E acredito que com você deva ser a mesma coisa. Mas então, por que existem empresas que usam as ferramentas de mídia social dessa forma? Parece contraditório já que por trás de uma empresa existe uma pessoa, assim como você e eu, que não gosta dessas atitudes, mas estão sempre cometendo esses erros.

Se você parar um pouco, observará que isso existe em vários sites sociais, como Orkut, Youtube e principalmente no queridinho dos jornais e revista, o Twitter. Essa nova ferramenta social possui características dinâmicas, tanto na forma de conversação como na de informação. Por isso, as estratégias antes empregadas na mídia tradicional não funcionam. Algumas empresas as têm utilizado da forma como faziam há 20 anos, como releases de sua programação, por exemplo, ou como encarte virtual de seus produtos, mas em nenhum momento se lembram da interação. Quando se entra em um ambiente de coletivismo, conteúdo e relevância andam juntos para um fim: engajamento.

Quando falamos em publicidade, seja tradicional ou web, o engajamento é um fim necessário para que a marca tenha cada vez mais reconhecimento e sofra um processo de evangelização por parte de seu consumidor. Quando você estuda a pirâmide de Maslow voltada para publicidade percebe o quão necessário é esse processo; e que na publicidade tradicional, essa transformação do simples consumidor em apostolo de um produto é mais complicada em virtude da comunicação empregada pelas mídias utilizadas – pobres em interação. Logo, o que você espera de um meio interativo é interação e não encarte de loja ou guia da programação perdido ali no meio. Mas como podem ser feitas essas interações?

· Tenha em mente que você está falando para pessoas e não computadores;

· Não seja intrusivo e nem banque o chato. Ficar aparecendo todo hora com algo que nem você gostaria de ler não é um bom sinal;

· Tenha um conceito que envolve tudo o que escreve. Os meios mudaram, mas continuam sendo publicidade;

· E sempre fale com seu publico ou deixe aberto essa possibilidade, quando ele se sentir à vontade a interação começará.

Tenho certeza que quanto mais as marcas se atentarem para o fato de que o engajamento advêm da interação, mais facilmente elas poderão propagar a sua mensagem, não somente atingindo diretamente os seus possíveis prossumidores mas também aqueles que seus apóstolos acharem “dignos” dessa informação.


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1 Comentário

    Duas frases:

    “Conversar sem parar não é necessariamente comunicação.” Joel Barish – Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

    “A empatia é criada a partir da tensão entre o som da voz e o silêncio pretendido. Se você quer empatia, deve admitir que existe muitíssimo a ouvir.” Kevin Roberts – CEO Mundial, Saatchi & Saatchi

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