O local onde somos todos iguais – então ache logo o seu espaço!
O que têm em comum o apresentador e empresário Luciano Huck, o conjunto de samba e MPB Trilogia Carioca e Laura Fitton, uma jovem mãe de Boston, nos EUA? Há poucos dias – apesar de ser algo que se repete quase toda semana -, Luciano postou no Twitter sobre uma entrevista exclusiva que realizara com o craque Kaká, e, em 15 minutos, 8 mil pessoas já haviam lido. Já os músicos do Trilogia Carioca afirmaram, em show recente na Lapa (Rio de Janeiro), que uma de suas músicas postadas no perfil do conjunto no MySpace teve uma média de 70 mil acessos nos últimos meses. E a americana Laura? Ela, na ingenuidade ou não, de dona de casa se tornou uma mundialmente requisitada consultora de negócios viabilizados pelo Twitter, graças à sua presença constante no microblog, que conquistou milhares de seguidores.
Resumidamente, o que esse pessoal tem em comum é o reconhecimento da importância das Redes Sociais. Eles entenderam que, dentro delas, cada indivíduo pode ser “mais um” ou pode conseguir destaque formando tribos, virando referência para seus seguidores. Em outras palavras, um líder. É aqui onde está a beleza da chamada Social Web: todos têm a chance de serem líderes, agora. O que coloca uns na frente de outros na disputa por visibilidade e credibilidade é como cada pessoa (ou melhor, cada perfil) percebe a importância desta realidade e a gerencia.
Claro que Luciano Huck já era famoso antes do advento da Web 2.0, mas, se ele não entrasse nessa “onda”, provavelmente perderia espaço para um outro profissional, talvez até um anônimo. Se não tivessem enxergado a possibilidade de audiência que as redes online oferecem, os rapazes do Trilogia não teriam seus shows (mesmo que ainda enxutos) tão cheios nem teriam realizado projetos com rádios. E nem precisamos entrar no mérito da dona Laura, não é?
O fato: artistas, pessoas comuns, empresas, enfim, as redes sociais oferecem um espaço, ouso dizer, democrático, para que todo mundo, do mundo todo, tenha a chance de mostrar a que veio e ganhar seguidores. Mas, claro, elas não fazem o trabalho sozinhas. Quem acredita e/ou simpatiza com a ideia deve, primeiro, abrir a mente ao máximo, pensar em formas de marcar presença dentro delas de forma integrada (Twitter e MySpace são apenas duas num universo de dezenas) e saber administrá-la de forma impecável. Isso porque a “batalha” lá já começou há um bom tempo, uma vez que muitas pessoas, físicas e jurídicas, já aderiram a esta realidade (90% dos internautas brasileiros estão presentes nas Mídias Sociais). Sinceramente, para os que ficarem de fora, só resta desejar boa sorte…
Fontes:
- Jornal O Globo;
- Livro “Tribes”, de Seth Godin;
- Ibope.
Muito bom, muito bom. Segundo João Cabral, poeta maior, “um galo sozinho não tece uma manhã”. A ideia vale em qualquer âmbito, do romântico ao empresarial.
Questiono aqui pra mim que seria de nós se o homem pré-histórico não tivesse, um dia, convidado um vizinho de caverna para um churrasco de dinossauro. Pergunto e respondo já: não haveria Comunicação, porque, afinal, COMUNICAR significa, etimologicamente, tornar a coisa comum. É imprescindível que estabeleçamos nossas redes e comuniquemos!
No mais, como diz um amigo, caiu na rede, é pixel.
Maravilhoso artigo. Parabéns!